sábado, 17 de novembro de 2012

Florianópolis abalando nas mídias com as ruas em chamas: e, eu com isso?


Florianópolis abalando nas mídias com as ruas em chamas: e, eu com isso?

Quando a polititicagem da ilha de “belezas sem par” e da Santíssima Catarina da Tríplice Aliança se prestarem a encarar e assumir suas responsabilidades pessoais/coletivas nos cargos que ocupam, prestando o necessário serviço à sociedade ao invés de apenas mamarem nas tetas cornucópicas dos poderes, vai que tudo não apenas se disfarce de “paz” e “tranquilidade pro nosso cidadão”, e a situação volte “a “normalidade”, “cessem” os “transtornos” e que “o bem já venceu o mal”...

Assim disseram, com cara de compungidos borocoxôs, as apresentadoras do Jornal do Almoço RBS/SC 17/11/12), e o presidente da SETUF – o Sindicato das Empresas de Transporte Urbano de Passageiros da Grande Florianópolis – parecendo demonstrar infinita preocupação com a qualidade vida dos motoristas, cobradores e passageiros. Além disso, sabemos da preocupação em relação ao patrimônio (não segurado) de suas empresas. Cenas anteriores e seguintes, Carnafloripa, festival de música eletrônica, reforço da PM contra o “terrorismo”, uma outra notícia final sobre “solidariedade” para afagar o coração dos espectadores/consumidores tão “quiridos”.

Tudo normal para a mídia no papel dela de des-informar e manter a notícia quentinha na cabeça do povo sob os panos com suas chamadas urgentes, seus plantões de notititícia das fofocas que aquela “gente faz pra você”... O jornal foi muito, digamos, mixuruca, pois que não botaram mais fogo pelas ruas para que o show midiático fizesse as delícias da dieta informacional do dia. Ó céus, ó azar...

Que “normalidade” seria essa para esse “pedacinho de terra perdido no mar”? Que a polititica e os des-mandos continuem na paz da mesmice desse “amor” e solicitude dos poderosos pela ilha? Que se apagassem os focos de uns incêndios para que esses não revelassem outros?

No mais, que “bandidos” são esses cujos alvos são “aterrorizar” a população atacando os motoristas e cobradores dos ônibus, os PM nos postos guardando a serenidade dos que dormem sossegados pela madrugada? Esses pobre-coitados são tão explorados pelo “regime” quanto a população pé de chinelo que segue aflita pela vida e seus afazeres, quando era feriado nessa sexta (16/11) apenas para expressiva parte dos servidores públicos estaduais, e seus digníssimos representantes da elite de raposas velhas e novas da polititica regional...

E, de qual “bandidagem” estamos tratando? De laranjas pés de chinelo, explorados que entopem as cadeias e cumprem ordens de outros mandatários, ou dos que cometem os crimes de estelionato, prevaricação, improbidade administrativa, também soltinhos da silva que trabalham e moram muito bem, e muito além das zonas de maior “periculosidade”? Esses não andam de ônibus em comboio, escoltados pela PM solícita na defesa dos “cidadãos”.

Se por uma infelicidade e completa atrocidade fossem os alvos as lanchas e carrões importados, os domicílios nobres ou as cadeiras almofadadas de gabinetes de poderosos, aí sim, que o ”high society “ de uma Florianópolis em chamas teria abalada as mais sacrossantas bases da ordem e do progresso republicando tão formosamente representados pelos diligentes e dirigentes das santíssimas alianças que se fazem aqui na Capitania Hereditária há 500 anos.

Fazer promessas “Por uma cidade mais humana” é fácil, fácil, quando o real interesse dos nobres mandatários legitimados pelo voto parece ser manter a desordem, e a confusão generalizada, para que eles mesmos se apresentem como os salvadores da pátria e de tudo o que desassossega o cidadão/eleitor.

Será que os quase não eleitos César Júnior e João Amim vão se prestar a fazer mais que “sincronizar os semáforos” para resolver os problemas de trânsito do município ou, segundo seu folhetim eleitoreiro, ir além da constatação de que “a Guarda Municipal é uma fábrica de multas” e ele “vai cuidar das praças e da porta das escolas para a proteção de nossas crianças”? Aliás, nem deram ainda as caras para falar do assunto ao povo, ao cidadão aterrorizado...

Quem sobreviver às noites e dias de “terrorismo” verá o que virá: aumento das tarifas do transporte urbano, engarrafamentos de verão, acidentes e mortes, falta de infraestrutura, navios e cruzeiros que não atracam, falta de água, e a mesmice da “paz” na ilha da fantasia no verão que chega e das estações que se sucedem inalteradas.

Que os defensores do voto branco e nulo no segundo turno das eleições em Florianópolis sejam os primeiros da fila a enfrentar os cacetetes, bombas de gás lacrimogêneo e tirania, da PM e dos guardadores das virtudes republicanas que nessa semana saíram em prestimosa defesa dos cidadãos e cidadãs da Grande Florianópolis e do Estado da Santíssima e milagreira Catarina. Esse circo polititico e midiático armado com idiotas mal humorados, no picadeiro e nas arquibancadas, vai pegando fogo...

Sairá tudo no Jornal do Almoço e nos “shows da vida”, no prato feito da notícia entre sangue, ostras e champanhes importadas, com as inevitáveis matérias requentadas do arrozinho com feijão da mídia, como é feito todos os anos... e os borocoxôs seremos muitos de nós a assistir a mesmice, omissos e coniventes com tantas “belezas sem par” nos horrores que acontecem e arranham a imagem da “capital do turismo do Mercosul” com Índice de Desenvolvimento Humano e delírios de grandeza na estratosfera, afofando almofadas, esquentando travesseiros e assentos, acompanhando a propalada calamidade pública pelas telas. Vidiotas e cidadãos sem direitos, com indigestão crônica pelo que essa classe dominante nos enfia goela abaixo, alienados de qualquer traço de dignidade humana.

Quando a consciência cidadã estiver no limite da azucrinação e indignada com tantos bandidos, malfeitos e mal-feitores da senzala política e midiática é que mais que um milagre acontecerá nessas bandas. Com tantas notícias muitas vezes bem plantadas, com requintes tecnológicos, cores e gostos para a persuasão do povo espectador de tantas des-ordens, há que se ir até as raízes dos fatos para des-cobrir o que produz tudo isso e, lutar para a vivência e plenitude dos direitos nesses mares, ilhas e desertos com suas “matas escuras” de caçadores e caças de culpados, de bandidos e mocinhos na luta do bem contra o mal nesse mundinho de falta de vontade de mudar, de não transformar nada.

E eu com isso?

Eu creio que sobra incêndio onde falta luz interior... e, o que seja bondade e ruindade começa ali, bem dentro da gente.

Então, vou me fazer, ser e sentir “caçador de mim”. Querer ser nessa vida nos faz assim, estar numa ilha e nesse mundo sem ser deles, “sem nada a temer, senão o correr da luta”, sonhando e realizando, dia a dia na des-coberta de uma vida, do bem conviver e do bem viver para todos... consciência cosmocidadã...

Seguir nesse caminho de amadurecimento e aprofundamento, na com-paixão, na paz e alegria com o Outro, na Educação vivida com amor, porque “ordem e progresso” num sentido mais profundo só virão quando formos conscientes de nossa dignidade, responsáveis com a devida coragem e boa vontade para mudar o que seja preciso na busca e na entrega a uma harmonia que promova a re-evolução, pessoal, comunitária, fraternal, verdadeira solidariedade que co-mova os corações e mentes numa comum-única-ação, ascensão numa luz que incendeia o universo...

As estrelas que o digam, e nos indiquem esses possíveis caminhos para nos e-levarmos a esse Outro Mundo tão querido...

Leo Nogueira Paqonawta

terça-feira, 6 de novembro de 2012

"Em meio ao silêncio e à solidão, a luz sempre virá"...


Célia Laborne

Os mistérios são desfeitos. De dentro do tempo brota a flor, quase materializada e, no seu girar constante, as revelações se manifestam. Há, em nós, um extraordinário mundo adormecido que se abre à nossa consciência, quando adequadamente buscado.

Viver os caminhos novos e distribuir palavras comandadas é uma das mais alegres funções. É como se um rio corresse leve e borbulhante em seu leito recém-aberto. Para que as correntes da Vida jorrem férteis sobre o mundo e, de forma invulgar, deixem suas indeléveis marcas, é preciso que nos ponhamos sempre em maior disponibilidade. O ciclo se esgota muito rapidamente e quem não se abastece na fonte da luz própria vinda do plano superior, muito breve estará sedento no portal do mundo.

As transformações já são grandes e violentas e a própria mente humana adapta-se à captação de vibrações mais sutis. O tempo das auroras é precedido de nebulosidades inquietantes, provas e contrastes vários, mas, é vencendo as brumas que se rompem os véus da realidade ainda oculta à maioria.

Toda a Terra se prepara para a renovação que já se iniciou, pois os planos da natureza estão interligados em plena conexão com todos os reinos. Qualquer um pode pressentir que são novos os ritmos do Universo, que são rápidas as transformações do homem, que os jovens estão aí, destruindo e renovando, para alterar e estabelecer bases mais adequadas ao sutil e ao superior.

O efeito glorioso da luz marca esta época no seu sofrer e no seu despertar sucessivo. Pelos corações mais livres, já vibram correntes de beleza e preparação intensa: caminhos mais altos estão abertos para muitos e já se adivinha o clima novo que se estabelece em vários grupos. – Que os desavisados reformulem sua rota e integrem, a tempo, o trabalho comum, buscando, em si a Lei maior e a Luz superior.

Sê fiel ao teu comando interno, desce ao âmago de ti mesmo e retira dali o mais belo e mais autêntico e harmonioso. Sê, cada vez mais, fiel à purificação de tuas múltiplas expressões humanas, das mais físicas às mais sutis, pois aí está o rumo certo de um dos melhores caminhos de crescimento. Luta pela Paz e limpeza de teu ser e da coletividade.

Limpa tuas palavras e sentimentos, tua memória e pensamento; limpa tudo, a cada dia e a cada hora. Desapega-te dos hábitos impróprios à harmonia universal e das exigências da matéria. A autovigilância começa no próprio acordar espiritual e não termina nunca. Por isso, quando te vires retrocedendo em tua meta, e essa é uma circunstância bem humana, para e investiga; recomeça se necessário for, mas não transige com teu correto ideal de beleza e conhecimento interno.

Sê sempre fiel a essa linha de ascensão que implica grandes sacrifícios, reavaliações e análises de intenção e sentimento. Purifica tudo que te parecer duvidoso. Evita tudo que te afasta da espiral de luz, encara de frente e supera o que te enfraquece ou te mancha o pensamento.

Sem o brilho e a pureza de um cristal serás um espelho inautêntico e embaçado, um escravo de caprichos, limitações e sofrimentos. Amarrado a inquietações, dúvidas e apegos, descerás a espiral que procuras subir, perderás as possíveis conquistas e recomeçarás no meio da escuridão. O encontro com a realidade dependerá sempre mais de ti mesmo do que de fatores externos.

Mas, em meio ao silêncio e à solidão, a luz sempre virá.

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